Digo isto porque nesta idade o único consolo dessa data é receber prendas. Não que eu quisesse algo em especial, bastam-me uns votos sinceros, uns beijinhos, uma sms...A sério, não estou a ver assim nada que eu quisesse muuuuiiiiiitooooooooooo....
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
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Quando o Facebook me obrigar a adoptar a Cronologia vou logo assinalar a data em que me apareceu o período pela primeira vez. Numa de tentar enojar quem acha que tudo que se passa connosco é merecedor de divulgação pública.
sábado, 28 de janeiro de 2012
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Estas sextas-feiras têm sido um ascendente de emoção. Hoje cheguei a casa já passava das nove e meia da noite. Tomei um banho de imersão, fiz uma máscara hidratante que deixei actuar enquanto me intoxiquei em calorias de pizza e coca-cola. Vi televisão sem realmente ver nada em concreto. Enquanto estou aqui a escrever de pijama penso que a cama chama justificadamente por mim mas que na verdade, dava um dedo mindinho para que alguém mandasse uma mensagem que me levasse para os bons caminhos. Ou seja, aqueles que vão dar à magnífica varanda do Lux, às noites de copo quase sempre vazio na mão e às conversas que no dia a seguir fingimos que não tivemos.
[Alguém?]
[Alguém?]
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Das coisas que me remetem para um discurso interior cheio de alhos
Aquelas pessoas, normalmente mulheres, que à nossa frente no MB em plena hora de almoço vão com um cartão MB e tiram o extracto. Depois arrumam esse, tiram outro de um outro compartimento da carteira XL e pagam uma factura. Depois arrumam esse, tiram outro e carregam o telemóvel com cinco euros. Ah o que eu gosto das pessoas que têm dificuldade em assumir que não são ricas.
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Estou nervosa como tudo. Nos velhos tempos isto resolver-se-ia com uma ida à malinha da auto-medicação, seguida de um copo de água bem cheio ou com uma bebedeira de cair para o lado. Ou então - quem pretendo enganar, talvez um leitor recente ou ocasional mas decerto não quem cá vinha há uns largos meses - as duas coisas conjuntamente, cocktail de torpezas capaz de me apagar durante 24 horas. No fundo era isto que eu queria, estar nesta hora, no dia de amanhã e estar sem ter de passar por aquilo que terei de passar. Mas os tempos são outros, são de suposta maturidade e simulada confiança onde os escapes já não aparecem como sinais de decadência quotidiana mas são antes guardados para ocasiões de normal sociabilidade. Não há drogas nem álcool, nem permissão ou momentos para ficar triste só porque sim. Recuso-me ainda a roear as unhas. Não tenho como negar mais, o que origina outro conflito interno para alguém que detesta assumir culpas - se está tudo bem encaminhado pela primeira vez em tanto tempo e mesmo assim continuo a ter estas inquietações é um bocado evidente que estas não são causadas por factores externos a mim. O problema não é o amor e o trabalho, a falta de dinheiro e a poluição no centro de Lisboa, a extinção dos Pandas ou as declarações do Presidente da República. Damn it, sou eu.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
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Num blogue conhecido, a sua autora diz que o companheiro faz xixi sentado. Seguiram-se comentários de outras mulheres que partilham a mesma experiência, ora num tom galhofeiro ora intimista. Percebi nesse instante que não sou uma rapariga moderna: nem é tanto pelo o urinar de rabo bem assente na loiça da Roca, é mesmo por gostar muito que o meu namorado feche a porta sempre que vai à casa-de-banho.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
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Uma pessoa julga que se conhece - não nas grandes questões existenciais e muito menos nas metafísicas, não naquela cena do quem sou eu, onde estou e para onde vou e também não na eterna perturbação de que existência se verificou primeiro, se a do ovo, se a da galinha - mas nas pequenas coisas que orgulhamos em divulgar como características nossas. Depois chega a esta fase, pertíssimo da comemoração de um mais aniversário e:
- Afinal já não se gosta do Inverno, tem-se saudades do Verão;
- Não se mete para dentro uma gota de álcool desde o fim-de-ano;
- Passou-se a incluir queijo na sua dieta diária;
- Quer lá saber se os Radiohead vêm ao Optimus Alive;
- Acorda cedo ao fim-de-semana "para aproveitar bem o dia livre".
- Já não se deixa enganar pela inclusão do Henry Miller na secção erótica da Fnac e permite-se a abandonar o Trópico de Capricórnio antes do meio.
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