sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Em dias como estes, onde mais de metade da população mete as mãos à cabeça e recorre ao estoicismo para não se atirar para ao chão a chorar enquanto se questiona como a) vai pagar o empréstimo da casa; b) pagar o colégio aos putos; c) alimentar-se à base exclusiva de sandes de queijo e iogurtes de marca branca; e a restante  pensa que se calhar não vai dar para ir ao Brasil no ano que vem por altura da Páscoa, é sempre refrescante ver que há pessoas que mantêm o espírito proactivo e não desanima perante a aflitiva maldição kármica que é a corrente crise, preservando aquilo que Deus no deu de melhor, o sentido de humor. Só assim se explica, que alguém tenha vindo aqui parar pela seguinte pesquisa no Google "como afundar com um negócio".

[ a não ser que seja uma mulher ressabiada a querer estragar a vida ao ex, que a abandonou para sustentar uma brasileira burra, caso em que tal pesquisa é totalmente justificável.]

Acordar para a vida

Por favor, alguém que se chegue à frente e me espete dois pares de estalos.

Agradecida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Gosto quando as pessoas fazem aquelas actualizações no Facebook a dizer onde estão naquele preciso momento e  em que companhia. Tenho sempre a violenta tentação de comentar a dizer "e isso interessa-me para quê?".

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Estava para aqui a pensar

E não sei porquê é que a maioria dos homens ainda acha que o derradeiro elogio que pode fazer a uma mulher é dizer-lhe que ela é bonita.

[Dica: isso só pega com aquelas que não são ou então que não têm mais nada].

Non-sense

Estou um caos. Não faço a menor ideia do que ando a fazer mas também não me sinto com grande alternativa face a outras ocasiões em que achava que sabia tudo muito bem e que afinal foi-se a ver que não. Deixemos andar, certo. O mundo exterior é o reflexo do interior: o meu quarto parece uma cela de manicómio, entre o trabalho que finalmente arrancou para a porra da tese e o ritmo parvo que voltei a ganhar na leitura, tenho a secretária e o chão cheio de dossiers de doutrina/jurisprudência e romances clássicos. Um dos meus gatos, na minha ausência, entrou aqui abriu a minha gaveta de roupa interior e tirou tudo cá para fora, provavelmente para se deitar lá dentro, e ainda não tive coragem para arrumar aquilo. Durmo pouco de novo, num estado ambíguo que reflecte aquela simbiose confusa de excitação e medo do desconhecido; lembro-me que devemos ter sempre cuidado com o que desejamos e Meu Deus, como eu desejei isto. Prometi  a mim mesma que não deveria escrever mais nada de pessoal aqui e venho aqui fazê-lo porque as alternativas seriam:

- videos caseiros de animais e crianças em situações comprometedoras mas mesmo assim divertidas;
- fotografias de gatinhos;
- análises pseudo da actualidade;
- piadas pseudo da actualidade;
- trechos introspectivos do José Luís Peixoto;
- receitas culinárias retiradas dos destacáveis da revista Telenovelas e do panfletos do Pingo Doce.

Não sou uma pessoa criativa e sinto-me mal a gozar com os outros. Só sobro mesmo eu como objecto bruto de extenuante auto-riso.

Aviso

Não se metam no ensino pós-graduado de Universidades privadas de elevado prestígio. Acabei de perceber que tinha deixado passar a data limite de pagamento das minhas propinas - por dois dias vou pagar uma multa de 70 euros.

*preparar corda para o enforcamento*

terça-feira, 11 de outubro de 2011

“She had an overwhelming desire to tell him, like the most banal of women. Don't let me go, hold me tight, make me your plaything, your slave, be strong! But they were words she could not say.

The only thing she said when he released her from his embrace was, "You don't know how happy I am to be with you." That was the most her reserved nature allowed her to express.”
Kundera, The unbearable lightness of being