sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Musiquinha de aquecimento



E ai de quem se atrever a dizer que os new order são os joy division sem o Ian Curtis.
Alcoólica eu? Seria alcoólica se estivesse para aqui a beber sozinha às duas da tarde mas estou a pensar ansiosamente que faltam cerca de oito horas para começar a embebedar-me.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Requisito Mínimo

Só saio do celibato por um que seja parecido com o Christian Bale. Abaixo disso não vale a chatice e a preocupação de ter sempre a depilação feita.
Acontecimentos recentes fizeram-me adoptar uma postura revisionista do meu ex e com a lembrança das qualidades - agora percebo - tão raras que me ajudaram a apaixonar-me daquela forma tão desmesuradamente estúpida por ele, vieram outras vezes as saudades filhas-da-puta.

Eu juro que não sou lésbica

Mas o melhor do Midnight in Paris é a Marion Cottilard.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ok, não vou ser eu a dizer isto directamente às pessoas

O meu passatempo estival favorito é ver fotografias de casamentos no Facebook. Não fui a nenhum este ano e se não fossem os álbuns da famosa rede social tinha morrido com o meu próprio veneno. Só tenho quatro considerações a fazer que vou ali ver o novo do Woody Allen e não estou para perder mais tempo:

- Noivas: há outros modelos além do cai-cai branco, que não favorece aquelas que têm os braços gordos e fazem refegos nas axilas.

- Noivos: nada de fatos brilhantes ou brancos, gravatas e lenços bordeaux. Custa muito escolher um fato escuro, camisa branca e gravata sóbria?

- Noivos: então a vossa mulher vai-se depilar integralmente para estar perfeita no grande dia e vocês nem fazem a barba porque acham que dá estilo ter pilosidades de três dias nas trombas?

- Convidados: amigos já não se usa a gravata do homem a combinar com o vestido da mulher há para aí uma década. É saloio para caraças.

Lost in Translation

O meu orientador que além de ser um jurista excepcional é também - descobri agora - um cómico de primeira, mandou-me um email que dizia: "deparei-me com  isto acerca de um caso e achei que poderia ser relevante para o seu tema. Dê-me depois o seu feedback." Eu abri a pasta que vinha em anexo e levei com uma série de jurisprudência em alemão. Tive um arrepio automático mas também tive vergonha na cara de admitir prontamente ao homem que  se o meu alemão era bastante razoável há oito anos atrás quando tinha aulas duas vezes por semana, hoje em dia resume-se sucintamente ao suficiente para ir a um restaurante e dizer qualquer do género "Ich nehme einen Schweinenbraten mit pommes frites und einen orangensaft, bitte." Ser optimista não é o meu traço mais vincado mas de vez em quando lá tenho os meus rasgos e tentei convencer-me que os conhecimentos linguísticos seriam como andar de bicicleta e aventurei-me na leitura daquilo. Resultado: acagacei-me toda quando deparei-me logo no resumo com uma referência ao "Offene Tatbestände und Rechtspflichtmerkmale" de Roxin, mas fiz-me de forte, muni-me de três bons dicionários de alemão (que não me foram assim tão úteis porque vocabulário técnico-jurídico é para esquecer) e só demorei cerca de 3 horas e tal para decifrar onze páginas.

O triste da situação é que nem tenho a certeza se percebi bem metade, porque há muitas coisas que não me fazem sentido e prefiro duvidar dos dotes linguísticos do que da minha intuição jurídica, sem a qual não sou nada e que já me safou em tanto exame e oral para os quais não tinha estudado. Mais triste do que isto é o facto de a merda da pasta ter vinte e um acórdãos e eu só li um.