sábado, 24 de setembro de 2011

Acerca deste post que faz referência a uma verdade incontornável finalmente admitida por um homem - ao menos um que não tenha cara-de-pau e assuma que a farsa não é possível de ser mantida por muito mais tempo - lembrei-me de outra categoria de homens. Aqueles que supostamente também gostam muito de raparigas inteligentes e espirituosas mas depois acabam por trocá-las por outra com as mamas maiores. E depois quando confrontados com isso dizem qualquer coisa do género "ah não é pelo que tu pensas, ela também é muito interessante e querida".

Ode à Miserabilidade

Estou doente. Tive de cancelar a noitada que tinha programada e que incluia as minhas duas coisas favoritas quando se trata de diversão nocturna (a saber, homossexuais e álcool) para ficar aqui, condenada ao sofá e à mantinha que começa a saber bem nestas noites, sobre as pernas. A televisão de sexta a noite é uma real merda, propositadamente arrisco dizer, para acentuar a miserabilidade e o sentimento de rídiculo de quem fica em casa. Um amigo meu diz que a fazer zapping ainda apanhou um programa onde um senhor falava de forma entusiasta em espanhol quando no fundo dois cavalos pinavam, mas eu nem dessas coisas apanho. Tento acabar o livro que ando a arrastar vai  fazer um mês mas aquilo é só demónios e íncubos - e após umas páginas percebo que se calhar não é a leitura pré-soninho mais desejável para uma menina com um certo grau de credulidade como eu. Fico (ainda) mais deprimida, beberico um chá e tenho fome apesar de não me arriscar a comer nada. Na verdade, arriscar até arriscava tenho é preguiça suficiente para impedir o cérebro de dar as ordens necessárias aos meus membros para se mexerem. E aliado à indolência, tenho este medo justificado, de que com a sorte com que ando, ficar electrocutada na torradeira ou que a tirar um prato do armário venham todos atrás e que caiam sobre mim e abram-me a cabeça e que depois fique deitada no chão da cozinha, numa poça de sangue vivo, resplandescente. Acho que dá para perceber o meu estado de espírito. Ainda há pessoas que dizem mal dos gatos, se não fossem os gatos estava para aqui, doente e sozinha, sem ninguém que quisesse saber de mim. Os gatos é que me valem. Vocês pessoas não prestam para nada.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma pessoa com quem não falava desde os meus quinze anos para aí disse-me há pouco as seguintes e terríveis e temidas palavras «estás igualzinha à tua mãe».

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O que eu gostava mesmo de ser era uma mulher preocupada com coisas práticas. Se gostava de ser assim individualmente, o que se traduziria num maior controlo do valor acumulado no Cartão Continente e redobradas atenções na combinação mala/sapatos, é óbvio que este meu desejo acentua-se no meu lado relacional. Gostava de ser simples, despachada, conhecer um homem e falar bem com ele, achá-lo minimamente atraente, verificar se tinha bons hábitos de higiene e me tratava bem e pronto, isso, só isso ser suficiente para me interessar por ele e arriscar uma relação. Gostava de gostar que me oferecessem rosas e que me levassem a ver um filme numa qualquer grande superfície comercial dos subúrbios, dos jantares nos aniversários e Dia dos Namorados, dos passeios ao Domingo à tarde no Parque das Nações para se apanhar os últimos raios de Sol. E aproveitava enquanto resultasse, se acabasse, acabava, ficava triste duas, três semanas, desamigava-me dele no Facebook, eliminava-o primeiro por aí e depois de todos os outros lados. Ia-se. Passado algum tempo e porque agora era simples e a prática leva à perfeição aparecia outro com quem falaria bem, que seria minimamente atraente, com impecáveis hábitos de higiene e que me tratasse bem e tudo recomeçava de novo. Eventualmente, lá acertaria num e depois casavámos e tínhamos filhos mas enquanto isso não acontecesse não teria ficado a encarquilhar para aqui, teria gozado à grande os jantares, as viagens, o sexo, que é o que as outras fazem e parecem todas muito mais felizes e realizadas do que eu. A verdade é que chega a uma altura - eu cheguei há uns tempos atrás - em que deixamos de lutar contra aquilo que visceralmente somos, não há qualquer ímpeto de mudança, de "improvement", somos assim caraças, não temos de nos amar, mas finalmente deixamos de nos odiar e de perguntar sabe-se lá a quem "porque é que eu tive de nascer assim??!!". Ora eu, eu por menos atada que gostasse de ser, sei que sou esta romântica inveterada contrafeita que vai fatalmente ficar sozinha porque mais ninguém tem paciência para estas merdas do amor hoje em dia  e eu não quero nem uma grama a menos do que isso.

Eu prometi que ia haver gatos

Desde de ontem que ando a procura de algum sítio online onde vendam as seguintes coisas, mas estou frustrada e deprimida porque ainda não vi nada assim tão giro.

Gato Harry Potter

Gato Jack Sparrow

Gato Aramis

Gato Darth Vader

Batcat

Gato Jogador de Baseball

Gata Hello Kitty


E agora o meu favorito:

Gato Talibã (também conhecido como "vou rebentar com esta merda toda e levar o máximo de almas infiéis que conseguir")


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Às vezes lá batem as saudades

Seis meses depois de ter percebido que a advocacia não era para mim e que deixava-me profundamente miserável, recebo um email da minha antiga chefe a dizer que ganhei um recurso que interpus para o STJ só por descargo de consciência.

Acabadinha de enviar ao mano