Em resposta a questão, Viviane Reding, Comissária Europeia para a Justiça veio repudiar toda esta campanha, numa tentativa clara de desmarcação e choque, afirmando que esta é «contrário aos valores europeus». Podia ter ficado pela inadequação do uso dos fundos, pela eventual desconformidade com o projecto inicial apresentado, mas não, teve de falar de «valores» que supostamente unem todos os europeus, como o direito à liberdade de expressão ou à educação. O aborto, não é, nem nunca será um valor universal. E só me resta dizer, como europeia, puta que pariu para quem se arroga a falar pelos outros a dizer que sim.
sábado, 25 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Ouvido nos transportes públicos II
«- Eu cá punha o meu filho num colégio interno. Isso é mesmo de pai que não gosta do filho, não quer saber...
- Mas olha, os Pupilos são uma boa escola.
- Quais pupilos...se ainda fosse o colégio interno do Harry Potter.»
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Lição II
Há uns bons tempos atrás li uma entrevista com a Dolly Parton onde ela afirmava que todos os dias se levantava duas horas antes do marido para se pôr nesta figura. Vocês riem-se mas o marido dela gosta e esse é o único ponto relevante para aqui. Isto é uma atitude que deve (eu sei que faz) confusão a muitas mulheres ditas actuais, que acham que um homem deve-nos amar no nosso melhor e nosso pior, e que agarrando-se a este dogma acham que faz parte de uma relação moderna a partilha da libertação de gases, arrotos e rapanços de perna com a porta da casa-de-banho aberta. Depois, essas mesmas mulheres, questionam-se do fim do romance, como se de um dos mistérios do universo se tratasse. É um facto - se ele amar, vai amar também com a ramela no canto olho - vai inevitavelmente. Por isso mesmo, porque sim, merece a preservação de um ideal que note-se, não está ultrapassado nem é sexista - é a essência própria do feminino que foi adorada durante séculos (vejam pintura, leiam bons livros, aquela gente era toda machista?) e que estupidamente grande parte das mulheres desdenha, porque no "feminism for dummies", emancipação e feminilidade não se devem conjugar.
Hoje em dia poucas mulheres sabem ser mulheres; porque se soubessem saberiam antecipar que a fantasia é das maiores dádivas que podem dar ao homem que dizem amar.
Ainda sobre o Nabokov
Vladimir Nabokov on Fyodor Dostoevsky: “Dostoevky’s lack of taste, his monotonous dealings with persons suffering with pre-Freudian complexes, the way he has of wallowing in the tragic misadventures of human dignity — all this is difficult to admire.”
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