sábado, 25 de junho de 2011

Em 18 de Abril de 2011 a Hungria adoptou uma nova Constituição que protege a vida humana a partir do momento da concepção, o que constitui um primeiro passo num pôr em causa gradual do direito das mulheres a abortar na Hungria. A actual lei sobre o aborto permite que seja efectuado o aborto até à 12ª semana. Embora o partido no poder haja repetidamente declarado que uma proibição do aborto não constitui uma opção, organizações não governamentais, como a União das Liberdades Cívicas húngara, declararam que a nova Constituição abre a porta a uma futura modificação da lei.

O Governo deu recentemente um passo mais além na mesma direcção, lançando uma campanha nacional intitulada “Equilíbrio na família + equilíbrio no trabalho = equilíbrio no mundo”. Um dos anúncios de apoio a esta campanha mostra um feto que diz “Compreenderei se não estiveres pronta para mim... mas entrega-me antes para adopção. DEIXA-ME VIVER”. O anúncio acrescenta que "anualmente na Hungria milhares de crianças são vítimas de aborto”.

A bandeira da União Europeia encontra-se neste anúncio como se encontra também uma referência ao programa PROGRESS da UE para a inclusão social. O Governo húngaro declarou também oficialmente que as campanhas de consciencialização são financiadas pelo PROGRESS. A União Europeia fica assim oficialmente ligada a esta campanha, dando aos cidadãos a impressão que a União Europeia apoia movimentos anti-aborto.

A Comissão tem consciência do facto que os fundos do PROGRESS estão a ser utilizados para financiar uma campanha contra o aborto? A ser este o caso, poderá a Comissão explicar ao abrigo de que rubrica orçamental é feito este financiamento, e porque decidiu concedê-lo? Irá a Comissão tomar medidas para evitar no futuro semelhantes utilizações dos fundos do PROGRESS?

Em resposta a questão, Viviane Reding, Comissária Europeia para a Justiça veio repudiar toda esta campanha, numa tentativa clara de desmarcação e choque, afirmando que esta é «contrário aos valores europeus». Podia ter ficado pela inadequação do uso dos fundos, pela eventual desconformidade com o projecto inicial apresentado, mas não, teve de falar de «valores» que supostamente unem todos os europeus, como o direito à liberdade de expressão ou à educação. O aborto, não é, nem nunca será um valor universal. E só me resta dizer, como europeia, puta que pariu para quem se arroga a falar pelos outros a dizer que sim.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ouvido nos transportes públicos II

«- Eu cá punha o meu filho num colégio interno. Isso é mesmo de pai que não gosta do filho, não quer saber...
 - Mas olha, os Pupilos são uma boa escola.
 - Quais pupilos...se ainda fosse o colégio interno do Harry Potter.»

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Eu sei que já não és, nem de longe nem de perto, o homem por quem me apaixonei. Mas como a culpa do teu embrutecimento foi minha, o meu castigo é continuar a gostar de ti.

terça-feira, 21 de junho de 2011

É isto e um copo de água, se faz favor


[se bem que o que está a dar hoje em dia é a venlafaxina que atenção, engorda e bem!]

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lição II

Há uns bons tempos atrás li uma entrevista com a Dolly Parton onde ela afirmava que todos os dias se levantava duas horas antes do marido para se pôr nesta figura. Vocês riem-se mas o marido dela gosta e esse é o único ponto relevante para aqui. Isto é uma atitude que deve (eu sei que faz) confusão a muitas mulheres ditas actuais, que acham que um homem deve-nos amar no nosso melhor e nosso pior, e que agarrando-se a este dogma acham que faz parte de uma relação moderna a partilha da libertação de gases, arrotos e rapanços de perna com a porta da casa-de-banho aberta. Depois, essas mesmas mulheres, questionam-se do fim do romance, como se de um dos mistérios do universo se tratasse. É um facto - se ele amar, vai amar também com a ramela no canto olho - vai inevitavelmente. Por isso mesmo, porque sim, merece a preservação de um ideal que note-se, não está ultrapassado nem é sexista - é a essência própria do feminino que foi adorada durante séculos (vejam pintura, leiam bons livros, aquela gente era toda machista?) e que estupidamente grande parte das mulheres desdenha, porque no "feminism for dummies", emancipação e feminilidade não se devem conjugar.

Hoje em dia poucas mulheres sabem ser mulheres; porque se soubessem saberiam antecipar que a fantasia é das maiores dádivas que podem dar ao homem que dizem amar.

Ainda sobre o Nabokov

Vladimir Nabokov on Fyodor Dostoevsky: “Dostoevky’s lack of taste, his monotonous dealings with persons suffering with pre-Freudian complexes, the way he has of wallowing in the tragic misadventures of human dignity — all this is difficult to admire.”

daqui

Poder de observação

"Estás chateada com alguma coisa?"



"Ideia."