Se fosse uma pessoa que ligasse a essas coisas estava muito contente pelos outros. Os outros seriam a Natalie Portman e o Christian Bale, que são respectivamente, a actriz e actor com que mais simpatizo e que, por coincidência, são também os dois espécimes mais bem parecidos de cada género que andam pela indústria cinematográfica. Giros e talentosos - e por onde andam pessoas destas na realidade dos comuns mortais, pergunto eu sem ninguém que me responda. Porque nem tudo é bom, "Black swan" revelou-se uma treta esquizofrénica, boa para os tarados do costumes que fantasiam com lésbicas disfuncionais, e o "The fighter" conseguiu a proeza de me aborrecer só com o trailer. "The king's speech" is enjoyable. Just enjoyable.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Disappointing point
Encontrei-me passivamente desiludida. Passou demasiado tempo e passaram-se poucas coisas, uma história sem enredo e elenco. Desiludi-me com os amigos que não o eram, desiludi-me com quem amei e não me amou de volta ou pelo menos do jeito que eu quis - não sei e não interessa. Desiludi-me com a idade que trouxe erros sem sabedoria, desiludi-me com o tempo que passou sem esperar pela acção. Assisti a tudo e agora sei, que não há maior dor do que a provocada pela desilusão da incapacidade em deixar as outras passarem.
A minha vida é feita de tentações (ou como Deus gosta de brincar aos sadismos comigo)
Na semana em que finalmente avanço com a minha decisão de deixar de comer carne, sou convidada para dois jantares. Um deles é só num dos melhores restaurantes de picanha de Lisboa.
domingo, 23 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
No ginásio II
Eu desprezo o conceito de personal trainer. E desprezo-o porque a hora em que treino é uma hora também de meditação onde posso pensar à vontade nas minhas desgraças sem risco de ser interrompida. Também passo muito bem sem ter um sujeito a medir-me a largura da cintura e da anca semana sim, semana sime não teria um nem que tivesse dinheiro para o ter. Mas compreendo que haja gente que necessite desse acompanhamento, da motivação acrescida, dessa fiscalização para não acabar a pagar a quotização só para utilizar o banho turco. O que me surpreende é que alguém escolha um personal trainer que não está em forma. Há vários no meu ginásio, há um que até apelidei para mim própria de maminhas de banha porque...o nome diz tudo. Se a pessoa não consegue assegurar-se da sua própria forma como vai assegurar a de outrem? Pior. Quem vê o The Biggest Loser fica com a ideia que aquilo é tudo uma fantasia, não a parte dos concorrentes perderem uma pessoa em peso, mas o simples facto de terem personal trainers assim.
No ginásio
Oiço uma rapariga jovem - da minha idade, vá- a dizer a uma companheira de treino. "Então eu só tive a minha filha porque já tinha feito o aborto nesse ano". Naturalissíma e descontraída na sua ignorância sobre contracepção.
London Calling
Havia - acho que já não passa, admito a minha ignorância televisiva- aquele anúncio onde o Marco Paulo era confrontado com a sua versão pré-cancro. A ideia subjacente era que mudar era bom. Ainda António Variações cantado pelos Humanos convida a mudar de vida se não andarmos satisfeitos. Assim, de forma prosaica e simples, na reflexão do clássico mote "quem está mal, que se mude". Aparentemente tão positiva, a mudança pode não ser fácil. Porque estamos presos a uma realidade fictícia, a negação tornou-se a melhor amiga das horas que custam a passar. Porque mudar pode ser confundido com uma desistência e esta, esta é só para os fracos, nunca para nós. Porque mudar tem implicado um berro de "move on" e nós, por nós, nada tinha sido alterado. Mas mudar é por vezes um imperativo categórico. Eu vou mudar porque quero e porque a isso fui obrigada mas independentemente disso hoje mudo-me para ali.
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