terça-feira, 13 de agosto de 2013

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Há pouco no metro deparei-me com um grupo de mulheres da mesma família, de diversas faixas etárias. Vinham maravilhadas com a fabulosa linha azul, directas do colombo e direitas à Baixa, falavam alto e gesticulavam muito, provocavam um barulho tremendo com as vozes em simultâneo e com as pulseiras a tilintarem nos pulsos. Eram assim do estilo das Ronaldas. A determinada altura a senhora mais velha, enfiada nuns calções de ganga que revelavam umas pernas de elefante e que tinha não um mas três pneus, voltou-se para uma das mais novas - uma rapariga com cerca de vinte anos - e disse-lhe: "Oh não sei quantas, ah que estás mais cheiiiinha. Devias começar a fazer exercice". E disse isto  meio a rir-se, bem disposta, a mulher que devia ter trinta quilos a mais em cima, para uma outra de tamanho perfeitamente normal. Depois são só as revistas de moda e a Zara, que com as suas capas e tamanhos irrealistas respectivamente, fazem as raparigas sentirem-se totalmente desadequadas.

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