terça-feira, 22 de janeiro de 2013

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Na casa de uma amiga e já com uns copos, queixava-se à frente de um espelho da gordura localizada nas coxas. A amiga dona da casa, também com os copos e meio ofendida por supostamente ter mais gordura que a primária queixosa, respondeu com um palavreado que envolveu ordinarice da grossa. Um dia mais tarde, num concerto que meio mundo esperou durante meio século, um rapaz recentemente conhecido meteu conversa com aquela tipa complexada, que disse-lhe que não, não estava a gostar da porra dos radiohead e deixou-o a falar sozinho, para ir tentar subir num cestinho da Optimus, o que não conseguiu e acabou por parecer apenas uma desculpa para se ir embora. Meses mais tarde, ele confessa que reparou nela num sentido mais além, quando ao passar para a casa de banho na casa dos amigos em comum, apanhou-a a auto-criticar o corpo. E que no dia seguinte, em consequência, tentou travar conversa com ela e o ar simpático mas pouco aberto com que obteve as respostas, foi o que despertou a curiosidade para tentar saber mais. A moral da história é que sermos nós próprios às vezes compensa mesmo quando somos uns idiotas arraçados de besta como a menina desta história.

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