domingo, 25 de novembro de 2012

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Durante estes últimos meses os fins-de-semana têm sido ainda mais curtos do que o habitual, parece-me que são meras fracções de segundos que separam o momento em que o recebia às sextas - feira à noite e o que encerrava mais uma despedida, aos domingos ao fim da tarde. O tempo brincava comigo, numa ironia sacana que fazia escassear aqueles dois dias e consequentemente dilatar os restantes cinco, de forma a encontrar um equilíbrio injusto que chegasse às 167 horas. Esta sexta ele não veio para baixo e eu ressenti, detestei como nunca as horas, os minutos, os segundos. O tempo, apesar de ser um filho da puta tremendo que ignora a necessidade dos nossos timmings,passa, é esse o calcanhar de Aquiles dele, ser por definição uma coisa de estagnação impossível. Independentemente desta hipersensibilidade ele passa então, ajuda se  eu não olhar para o relógio do computador com demasiada frequência, ajuda se puser uma música que gosto alto e cantar enquanto lavo a loiça para estupefacção do gato, é tudo uma questão de ilusão. Numa troca de voltas ele vem no dia em que devia ir, e desta vez vem sem limitação de tempo. Com um  golpe vencemos o tempo mas também o espaço. Tomem lá.

1 comentário:

Peruca de Tule disse...

Força nisso!

:) Para que possas colorir os dias em grande estilo:

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Obrigada. BeijOoooOO