terça-feira, 23 de outubro de 2012

...

Comentei hoje com uma amiga minha. Não sou infeliz com o meu trabalho porque nunca depositei esperanças de felicidade nele. Trabalho seria sempre trabalho, não sou infeliz com ele porque serei feliz no que faço no meu tempo livre. Mas agora estou infeliz porque não tenho o tempo livre que seria necessário para ser feliz e agora entendo aquelas pessoas que acham que podem - e querem - ter tudo. Como um trabalho do qual gostem muito.

1 comentário:

noiseformind disse...

O maior problema é mesmo acabar por ter o que se quer. Há pessoas que vivem felizes no seu cubículo/ocupação e encontram a satisfação da vida numa qualquer ocupação dos seus tempos livres, e quando a monetarizam a vida de repente é um inferno. E há pessoas que adoram o seu trabalho mas acabam por ficar demasiado apegadas ás estruturas simplistas de poder que o ambiente organizacional lhes apresenta e ficam com um handicap em relação ao seu tempo livre. Pessoalmente n acho que o "tempo livre" seja algo que exista. Tempo livre para mim seria um tempo em que não há mesmo nada para fazer, em qua não se sabe o que fazer com ele. Felizmente normalmente sei sempre que tempo tenho para fazer o quê. Fora ou dentro do trabalho. O maior erro de ver o trabalho como realização é assumir que estamos realizados quando subimos na hierarquia. Sim, faz bem ao ego, mas nem todos temos essa capacidade de mudar a nossa atitude para com as pessoas à medida que elas passam de superiores para iguais e por fim para subalternas. Há muito boa gente que se esfalfa a trabalhar para chegar a uma posição onde o seu animus social não lhe permite estar confortavelmente, acabando por falhar em obter prazer do seu trabalho.