quarta-feira, 12 de setembro de 2012

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No outro dia uma amiga minha pegou nas palavras do poeta, do amor que é fogo que queima sem se ver, para dizer-me a mim e a quem estava ali, que o amor é mesmo tal e qual um incêndio.  O amor tal como o incêndio cresce enquanto houve material para queimar, quanto mais aparente prosperidade mais chamas, calor, mais respeito que impõe ao mortal indefeso. O amor e o incêndio acabam (apagam-se) quando nada mais resta para queimar e está tudo finalmente destruído.

2 comentários:

noiseformind disse...

A metáfora é fraquinha, até pq faz uso de inspiração de época. Eu diria que a paixão é a desculpa que as pessoas usam para declarar como "especiais" relacionamentos perfeitamente vulgares e o amor é a desculpa que as pessoas usam para declarar como "normais" relacionamentos perfeitamente vulgares. Claro que isto acontece normalmente a pessoas vulgares, sem grande motivo para se orgulharem de nada nas suas vidas que seja o termómetro afectivo interno.

Mariam disse...

:-) E há amores regados a gasolina, acredita. Que não acabam nunca. Ardem, ardem, e não destroem a ponto de não restar nada.