quinta-feira, 23 de agosto de 2012

...

A propósito deste post, ao qual se seguiu se seguiu este, partilho a seguinte história. Há coisa de nove meses atrás tive uma entrevista para o trabalho dos meus sonhos. Fiz uma primeira  e depois fui chamada para uma segunda, com a maior sócia da empresa. Era uma daquelas pessoas raras que olha de soslaio para o currículo, vê as faculdades e pouco mais e depois mete-se a falar com o candidato acerca do que lhe apetecer. Conversa puxa conversa e ela pergunta-me qual  é o meu maior defeito. Respondi que era ser extremamente distraída ao que ela me respondeu "sim, isso de facto é um defeito e um defeito grave numa área como a nossa. Mas por outro lado é muito positivo que tenha sido a primeira pessoa a não me dizer que é muito teimosa". De trezentos e tal currículos que receberam para duas vagas, eu fui a primeira a ser chamada.

[E agora até explicava o que quero dizer com este post, mas tenho a sensação que não será necessário...]

9 comentários:

Isa disse...

ai, caceta, eu podia comentar, mas nao vale a pena...

RBM disse...

não há paciência para tanto statement arrotado.

Espiral disse...

Pois. =)...

Anónimo disse...

O arrumadinho quando andava na escola devia de ser do género: "ó pai o João fez chichi nas calças hoje e a professora mandou-o para casa. Que feio, os pais não lhe devem ter dado educação. Já tem idade para saber quando tem vontade de ir à casa de banho e não urinar as cuecas. A mim jamais me aconteceria algo parecido"....
SA

Isabel disse...

Caíste nas boas graças da senhora. Às vezes um currículo invejável e mesmo uma entrevista satistafória não fazem isto, é preciso criar empatia... Não é qualquer pessoa que vai para uma entrevista de trabalho dizer que é extremamente distraída, ainda para mais tendo a própria maior sócia da empresa a dizer que isso é um defeito grave nessa área (ou então ela teve realmente todas as pessoas entrevistadas a apontarem a teimosia como principal defeito e tu foste a única que te destacaste dizendo uma coisa original).

Eu não percebo o escabeche com o post desse Arrumadinho, nem percebo o motivo deste post orgulhoso. Aquilo que ele relatou é de facto assim. São muitas pessoas desejosas de mostrarem aquilo que valem, principalmente se estivermos a falar de áreas na categoria "sete cães a um osso", e se pecam logo na apresentação, o que é que o recrutador pode fazer? Pode ser injusto para a pessoa em questão mas em que posição é que o recrutador fica também?

RBM disse...

Isabel, o que eu quis dizer com este post foi exactamente isso. Que não é um factor que determina a contratação ou não de uma, que até aquilo que pode ser um defeito a priori, num determinado contexto, pode-se virar como qualidade, num outro. O escabeche, pelo menos da minha parte, não é relativo ao facto de ele ter recusado o Cv da miúda, é sim pela generalização e pela banalidade com que ele aborda tudo e que neste caso foi flagrante.

Isabel disse...

Não é um factor destes que determina a contratação (que nem estamos a falar de contratação, mas sim de uma eventual comparência numa entrevista, ou nem tanto - ou seja, uma situação em que nem sequer dá para criar uma empatia mútua, em que não dá para deixar de lado os defeitos)? Se estiveres na posse de 100 currículos e tiveres que entrevistar uns quantos, deixando alguns de lado, que critério vais utilizar? Até uma carta de apresentação com um ou dois erros ortográficos pode ser a morte do artista. Defeitos que se podem vir a tornar qualidades em circunstâncias diferentes é sempre uma coisa bonita, mas um empregador concorrido não pode dar assim benefícios da dúvida a torto e a direito quando tem apostas mais seguras. Quer dizer, não faz sentido.

Não percebo a crítica à banalidade no post dele quando tudo o que ele fez foi relatar um episódio engraçado no seu local de trabalho. Mas também não consigo perceber este ódio contra o blogger em questão, que pelos vistos já vai bem fundo, que até fomenta insinuações pouco saudáveis em relação ao modo como ele "subiu" na vida...

RBM disse...

Ódio? A isabel deve saber lá o que é ódio. Se eu sentisse por alguém - não sinto, não seria por alguém que nunca vi na vida. É diferente achar pateta e é diferente odiar.
A Isabel devia tentar perceber que também nos blogues simpatizamos e antipatizamos com pessoas - a ideia que somos todos amigos também é sempre muito bonita - mas não é verdade, e simpatizamos e antipatizamos não com a pessoa que não sabemos quem é, mas com o que ela escreve. Eu tenho esse direito e tenho o direito de escrever acerca disso se me apetecer. Mas quem é a Isabel para vir retirar ódio de um facto tão simples como isso?


Se a Isabel não percebe a crítica da banalidade eu não percebo como é que aquilo é minimamente engraçado: sensibilidades diferentes, talvez. E só para esclarecer um último ponto: eu não insinuei coisa nenhuma, eu afirmei mesmo que no mundo do blogues ele aproveitou-se da fama do blogue da Pipoca, e sinceramente não achava que houvesse nenhum mal nisso, se não fosse a constante discurso de self made man. Na vida profissional dele, sei lá como subiu e nem me interessa.

Su disse...

RBM:

Eu nunca li o seu post onde afirma que ele se aproveitou do blog da pipoca. Mas acho curioso (e corajoso) o seu comentário.

Eu sempre achei que ela se tinha aproveitado dele para subir na vida (as viagens e as marcas caras só tiveram lugar pós o inicio do namoro). E depois, achei que os papeis se tinham invertido. Ele gostou do estilo de vida dela e resolveu copiar, fazendo aquilo que a RBM acha que ele fez.

Ao menos são um casal feliz, que se interessa um pelo outro.