terça-feira, 12 de junho de 2012

Milagre de Santo António

Como boa lisboeta que sou, comprei o meu manjerico, acendi uma velinha ao Santo e logo tenciono beber uns quantos copos em nome do padroeiro da cidade mais linda do mundo. Sou facciosa e sou-o porque ao fim de anos de uma vida aqui vivida ainda consigo ficar fascinada com detalhes que vou descobrindo e mais precioso e raro,  fascinada com coisas que já vi centenas de vezes. Lisboa, se não fosse feminina, era o namorado do qual é impossível se fartar, apesar de todos os defeitos. No meio do desalento - a minha vida é só eufemismos nos últimos tempos - o Santo decidiu que estava na altura de trazer-me uma contrapartida  à minha devoção, e prevenindo-se não fosse eu virá-lo de cabeça para baixo trouxe-me algo jeitoso, à medida daquilo que eu procurava e tanto queria, logo agora que estava prestes a perder a esperança e paciência.

Vou-me mudar.

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