sábado, 28 de abril de 2012

Oops

Tinha uma coisa muito gira para vir aqui escrever, mas entretanto, juro, esqueci-me do que era. Um amigo meu falou-me hoje de uma história de gravidade extrema ocorrida há cerca de dois anos, da qual tive conhecimento na altura e que contudo, pareceu-me agora absolutamente inédita. Reagi com a mesma perplexidade com que supostamente reagi no passado, não me lembrava de absolutamente nada. Tinha planeado ir arrastar-me até ao Lux, como em todas as últimas sextas feiras do mês, mas pasmem-se, já estou em casa. Prefiro fazer de conta que não, que ainda há por aqui neurónios, energia e cartuchos para serem queimados, que não estou apagada e sem qualquer ponta de vida e vontade que não seja aquela relacionada com aquilo, prefiro deitar-me e acreditar que foi o vinho que me subiu à cabeça. O vinho que cumulado com o cansaço acumulado dão cabo de mim. Tenho-me tornado perita em arranjar desculpas e relativizações para todas as minhas falhas, até ao dia em que elas ficaram tão escancaradas que só me resta ir beber vinho rascão sentada na rua e vir para casa fingir que a minha debilidade mental é só um estado temporário resultante da qualidade duvidosa da bebida.

1 comentário:

Anónimo disse...

Eheheh! Bom humor de madrugada! É isso mesmo!!