sábado, 28 de abril de 2012

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As pessoas reagem sempre de forma muito proactiva e despachada quando se trata de dar conselhos sobre coração partido alheio. Na falta de acolhimento de tais  ditames do almanaque da sabedoria emocional, o diagnóstico será automático e envolverá, de certeza, uma tendência para o abismo do masoquismo. Mas também é do senso-comum que não escolhemos por quem nos apaixonamos. Nem a pessoa mais racional e bem resolvida do mundo está imune a um toque certeiro de Eros, que a desarme de todas as construções que anteriormente a tornavam racional e bem resolvida.  Não podermos escolher por quem nos apaixonamos não é só  um facto,  é uma fatalidade. Se tivéssemos essa opção não existiriam bebés feios.

2 comentários:

Anónimo disse...

Apaixonar-se é tramado mesmo.

Origami disse...

Sim, por vezes é mesmo uma fatalidade. É a vida... Vá, um bom resto de Domingo.