quinta-feira, 12 de abril de 2012

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«The fatal metaphor of progress, which means leaving things behind us, has utterly obscured the real idea of growth, which means leaving things inside us».

Deparei-me com esta frase do Chesterton, hoje durante a hora de almoço demasiado tardia - que na verdade não foi hora de almoço porque não comi, pelo que seria mais correcto chamar-lhe hora de espairecer os humores ou algo do género. Deparei-me com esta frase numa altura fatal, em que tento por todos os meios descobrir formas viáveis de "avançar" não sei muito bem em relação a quê. E porquê sequer. Não minto ao dizer que me ajudou a passar melhor as horas que entretanto passaram. É uma verdade incontornável, inabalável, indiscutível, que só nos empobrece aquilo que fica para trás a título desleixado. E eu não atirei nada para detrás das costas, não pretendi a nenhum momento encolher os ombros enquanto pensava que é assim, a ordem natural da relações, das coisas, que para frente é que é o caminho, cagar e andar. Não o fiz, não porque seja masoquista e goste especialmente de situações por resolver, é porque sei que independentemente da tristeza e desilusão actuais, de não ter um sistema digestivo emocional com um processamento rápido, aquilo que guardo e sempre guardarei  faz de mim uma pessoa melhor.

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