sexta-feira, 30 de março de 2012

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Para determinadas coisas, aquelas que considero as mais importantes pois claro, sou uma mulher à moda antiga. Não acho mal nenhum que se façam distinções entre mulheres e homens, que existam comportamentos que se considerem adequados a cada sexo. Somos iguais mas não somos iguais - e defender a igualdade sem defender a diferença, além de estúpido, é anti-cultural, anti-natura. Tudo isto para dizer o quanto aprecio o cavalheirismo. O genuíno, aquele que é mesmo de carácter e não aquele que só vem ao de cima quando há um desejo mais ou menos urgente em comer-me, traduzido em grandes teatros para que eu não possa ver a conta ou a abrir-me todas as portas que encontro pela frente. Não é a isso que me refiro. Hoje estava a sair do metro carregada com dois sacos com as teses, quando vejo que chove e não tenho forma de pegar no guarda-chuva. Um homem aparece então e diz-me "Venha, venha". Protege-me a mim e aos meus sacos com o seu guarda-chuva, sujeitando-se ele próprio aos pingos grossos, deixa-me na paragem de autocarro para onde eu ia e despede-se com um "então um bom dia e um bom fim de semana". E vai-se embora sacudindo ao de leve, a água das calças do fato.

3 comentários:

D.S. disse...

A diferença que se deve fazer entre homens e mulheres é a mesma que se deve fazer entre seres humanos. Nem mais nem menos.

Isa disse...

:)

Timido disse...

Não me parece um acto de cavalheirismo, mas de simpatia...
Podia ter sido qualquer pessoa a fazer isso, calhou a ser um homem...
Também concordo que há coisas em que tem que haver distinções (se fossemos todos iguais éramos mesmo iguais... se não somos por algum motivo é...)
Mas também não concordo com visões mais extremistas da coisa... Se eu e a minha mulher trabalhamos as mesmas horas porque é que ela ainda há-de chegar a casa e ir limpar a casa e fazer o jantar? porque não hei-de ajudar?