quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Verdade aquilo que dizem sobre as aparências (ou vai-se a ver e não percebo nada de literatura)

Tenho o hábito de espreitar sempre que vejo alguém a ler ao pé de mim no metro. Hoje, um homem ligeiramente mais velho do que eu lia qualquer coisa numa edição aparentemente manhosa de bolso. Fiz o meu olhar de esguelha do costume e vislumbrei a seguinte frase "ela abraçou-me com ternura e arrebatamento e..." não me lembro do fim da frase mas era algo que eu achei altamente piroso e digno de um livrinho da colecção Arlequim. Depois ele fecha o livro enquanto se prepara para sair, umas estações mais à frente,  eu vejo o título e senti-me a corar de embaraço. Era "Os cadernos do subterrâneo".

1 comentário:

Sara disse...

Tomar Dostoievski por uma edição manhosa da Arlequim é muito bom! :D Em tua defesa, estou certa de que isto se passou a uma hora dolorosamente matutina. Infelizmente tenho também a certeza que, sem ver a capa do livro e espreitando de esguelha, ao ler essa frase pensaria exactamente o mesmo que tu e ficaria igualmente embaraçada quando me apercebesse do equívoco.