sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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Estou nervosa como tudo. Nos velhos tempos isto resolver-se-ia com uma ida à malinha da auto-medicação, seguida de um copo de água bem cheio ou com uma bebedeira de cair para o lado. Ou então - quem pretendo enganar, talvez um leitor recente ou ocasional mas decerto não quem cá vinha há uns largos meses - as duas coisas conjuntamente, cocktail de torpezas capaz de me apagar durante 24 horas. No fundo era isto que eu queria, estar nesta hora, no dia de amanhã e estar sem ter de passar por aquilo que terei de passar. Mas os tempos são outros, são de suposta maturidade e simulada confiança onde os escapes já não aparecem como sinais de decadência quotidiana mas são antes guardados para ocasiões de normal sociabilidade. Não há drogas nem álcool, nem permissão ou momentos para ficar triste só porque sim. Recuso-me ainda a roear as unhas. Não tenho como negar mais, o que origina outro conflito interno para alguém que detesta assumir culpas - se está tudo bem encaminhado pela primeira vez em tanto tempo e mesmo assim continuo a ter estas inquietações é um bocado evidente que estas não são causadas por factores externos a mim. O problema não é o amor e o trabalho, a falta de dinheiro e a poluição no centro de Lisboa, a extinção dos Pandas ou as declarações do Presidente da República. Damn it, sou eu.

4 comentários:

Don Draper disse...

Stress? Eu sei a melhor solução, mas se calhar é melhor dizer-te em privado.

RBM disse...

eu sei. ginástica.

Isa disse...

e aí, sobreviveste? bjo

RBM disse...

sim, felizmente para mim e para uns, infelizmente para outros :)