quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

E agora algo a que não vos habituei - um post matinal

Hoje de manhã, enquanto punha os seis produtos na cara indispensáveis para sair de casa com um "ar natural" e "fresco", pensava que dormir com um dos meus gatos fazia a ideia de dormir acompanhada parecer extremamente desagradável. E isto porque o bicho ressona que nem um adulto e ocupa exactamente o mesmo espaço que uma pessoa - na verdade a culpa é minha que não sou capaz de o empurrar para o vazio que vai aumentando do outro lado dele e fico sempre à beira do precipício que é a beirinha da cama. Tudo isto me traz memórias menos queridas de mil e uma noites, onde em nome da partilha conjugal se sacrificava horas e horas de sonhos deliciosos. Depois caí em mim e adivinho que tenho aqui material para ficar deprimida o resto do dia. Ora, se durmo à mesma mal mais valia não ser por causa de um ser cujo maior entretenimento é estar na casa-de-banho à espera que alguém lhe abra a torneira do bidé. Já agora também tinha a parte boa da dinâmica que são os quinze minutos de conversa no escuro antes da sinfonia de roncos se iniciar; levantar-me de noite e quando volto para a cama a tiritar de frio poder abraçar-me a alguém que está quentinho, enrolar os pés nos pés dele e voltar a adormecer numa placidez quase infantil; e mais importante, ter um vozeirão masculino (ainda que balbuciante pelo sono) que me acalme quando desperta que nem um animal nocturno e acagaçada por causa do filme de terror visto ao serão, pergunto-lhe entre abanões tímidos "Que barulho é este? Não ouves este barulho?! Achas que são espíritos?".

1 comentário:

Sara disse...

Eu cá não tenho problemas matinais desses, por um motivo muito simples: não tenho ninguém que durma comigo (nem de quatro, nem de duas patas), pelo que, independentemente do frio, da vontade de conversar ou da cagufa provocada pelo filme da véspera, tenho de me contentar com a minha própria companhia. Mas enfim, dizem que cada um tem aquilo que merece, portanto tenho de me aguentar.ahah