sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dezembro

Voltamos aquele período onde a minha vida social é de tal modo excessiva e turbulenta que quase só recebo mensagens escritas por parte dos operadores móveis a que tenho os telefones associados. Mal oiço o "pi" já sei que tenho as portas abertas a uma qualquer promessa fácil para ganhar um Iphone enquanto o que eu  queria mesmo era um raio certeiro que me rachasse ao meio. As poucas pessoas que me apanham por mero acaso e conseguem sacar-me dois minutos ou dois dedos de conversa fazem um ar genuinamente surpreendido por eu dizer que ando cheia de trabalho e preocupada com o cumprimento de não sei quantos prazos, ao ponto extremo da minha agenda (a sério, absolutamente renegada há meses) ter voltado a ter um lugar especial na minha mala e no meu coração. É simpático, contudo, aperceber-me que já me começavam a ver como uma imbecilóide inutilizada. Mas também aconteceram coisas boas por estes dias, uma tarde destas vinha a descer o Chiado e vi um Pug vestido com uma capinha cor-de-rosa com capuz: o segredo para ser feliz, dizem, é dar valor às pequenas alegrias que o dia-a-dia nos traz, seja a chave do euromilhões, sejam cãezinhos com agasalhos que nos enchem o peito de ternura. De resto, espero ansiosamente pelo equinócio de Inverno, a vinda dos dias maiores a brindar esta cara com mais umas horas de sol para estimular a produção de necessitada serotonina. Depois é comer uma fatia de perú, evitar com dor o tronco de natal e por fim entregar-me a um processo cerrado de negação - sim, mais um ano que passou e não, não está tudo na mesma.

1 comentário:

Piston disse...

És tão deprimente.