segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Recebo uma mensagem do meu operador móvel a comunicar-me que o período experimental do serviço Calling Ring, aquelas coisas muita giras que aparece quando ligamos para alguém e ouvimos uma voz com sotaque alentejano feito a dizer que agora é que vão atender o telefone mas afinal não, tinha acabado mas que tinha também sido renovado automaticamente por uma módica quantia a ser descontada semanalmente no meu saldo. Obrigada, por decidirem por mim o que devo fazer ao meu dinheiro e incluirem-me unilateralmente em negócios nos quais não estou interessada. Obrigada também por enviarem a mensagem com tão boas notícias às nove da manhã de um Domingo em que não planeava acordar antes do meio-dia. Toca a ligar para o apoio a clientes, com veneno a escorrer pelos caninos e pupilas dilatadas de ódio. O jovem que me atende tenta pôr entraves ao meu desejo de não ter aquilo activado: primeiro teria de ligar para outro número, eu recuso-me porque já estou a pagar a chamada que deixou de ser gratuita no momento em que escolhi falar com um assistente que fosse humano e queria aquilo já resolvido. Pergunta-me então porque é que queria desistir daquela merdice, se era o preço associado que me desagradava ou o quê em concreto e eu consciente que ele, coitado, só cumpria um protocolo criado por uns macacos superiores e não tinha culpa nenhuma destes esquemas maldosos para sacar os mais míseros cêntimos à ralé, não resisti mesmo assim a dizer "o que me desagrada é que quem me liga fica a achar que sou atrasada mental". Após um silêncio de segundos, tive a resposta "o serviço será desactivado nas próximas 24 horas, vai receber uma sms com a confirmação. Posso ser-lhe útil em mais alguma questão?".

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