segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Há pessoas que mereciam viver até aos 100 anos



Além do facto de que foram recolher o pobre do bicho - o que seria sempre, inevitavelmente uma óptima notícia - o que me deixa comovida é o carinho e a sensibilidade reveladas por esta nova família. É uma coisa que não se finge só porque estão ali as câmaras da Sic e vai-se ter tempo de antena em horário nobre enquanto milhares de pessoas jantam e assistem ao telejornal. Quem tem animais, quem gosta de animais, intui já um afecto sem preço quando este homem deixa escapar "ele já sabe quem o dono, o amigo dele" e o cão pousa-lhe a cabeça no colo para receber festas, em jeito de confirmação. É algo que profundamente (estou-me bem a lixar para que me achem cheesy, lamechas ou ingénua) renova a minha fé na humanidade, no amor ao próximo que na minha perspectiva não deve ser só aplicável às outras pessoas. É algo que também - agora superficialmente - deixa-me com uma boa disposição fora do vulgar; a ideia kármica por detrás da história deste cão, a ideia esperançosa que toda a dedicação será um dia recompensada com dedicação.