domingo, 20 de novembro de 2011

Este é daqueles posts que devido ao tamanho ninguém vai ler e este título é só para dizer que estou consciente disso


Enquanto janto é dos raros momentos do dia em que vejo televisão. Deixei de gostar, antes adorava - durante a faculdade tinha um horário preenchido de lixo que seguia e que servia de handicap para os meus estudos "Ora são cinco da tarde, tenho de resolver estes casos de Obrigações mas vai dar a Oprah, deixa cá ver...ah makeovers..." e aninhava-me no sofá, deliciada por entrar no mundo dos truques de maquilhagem e tesouradas capazes de mudar uma vida. Tudo que era sitcom e série de gaja eram acompanhadas religiosamente, até às repetições de repetições, e agora vejam lá, sinto o vómito a subir se por acaso mudo de canal e apanho a Meredith com aquela cara de sonsa depois de outro arrufo com o Mcdreammy. Muitas pessoas não acreditam nisto e acham que é tudo uma tentativa de snobismo quando franzo o sobrolho por não saber que na Casa dos Segredos havia uma "voz" e revelam algum desconforto quando questiono se então a ideia de haver uma "voz" não é exactamente a mesma que estava subjacente ao velhinho "Big Brother" (ou seja, que há algo superior, uma entidade incorpórea omnipresente que condiciona os concorrentes). "Não é nada a mesma coisa! Não percebes nada!" e antes de me começarem a explicar as argutas distinções deixo de receber informação por parte desse sujeito porque antes de tais questões intelectuais, meto outras à frente, nomeadamente, a morte da bezerra. Também acontece-me muitas vezes falarem-me da publicidade - "ah é aquele que faz o anúncio ao x"  e eu não sei quem é o actor ou andam imenso tempo a repetir alguma frase específica que  não percebo de onde vem até alguém dizer "então é do anúncio y...". Passa-me muita coisa ao lado como podem calcular, não soube da quezília Pingo Doce/Continente e sendo assim, não tomei partido de nenhum e continuei a fazer compras em ambos (e às vezes ainda no Lidl) consoante a minha conveniência. E foi a publicidade, exactamente, que aguçou a minha curiosidade há pouco enquanto jantava sozinha de tabuleiro no sofá e comando na mão. Aparece a Popota e lembrei-me logo que já tinha lido por aí os primeiros posts do ano a reflectir sobre a influência que o seu suposto ar lascivo poderia ter sobre aqueles seres pequeninos dos quais fingimos gostar porque são filhos de pessoas que gostamos. Todos os anos embirram com a hipopótoma, como se viesse muito mal ao mundo por ela imitar o guarda-roupa da Nicole Kidman no Moulin Rouge e dançar ao som do último êxito da Rihanna e como se da actividade publicitária, desculpem, da actividade publicitária destinada a crianças se pudesse esperar algo cujo substracto deixasse-nos a todos de cara à banda com a subtileza e sofisticação com que a mensagem de consumo foi passada. Todos os anos? Sim, já sabemos que ela gosta dos Buraka e que já fez duetos com o Tony Carreira, admito que ela se mete a jeito para o gozo fácil mas que desilusão, que tédio, este zurzimento contínuo no mesmo ceguinho sensibiliza-me.  Sempre, sempre a "porca" da Popota e toda a gente a fazer de conta que a Leopoldina não é lésbica, no seu blusão desportivo, calças militares e penteado curto "para não dar trabalho". Cambada de politicamente correctos, pior cambada de politicamente correctos previsíveis que andam para aí.

2 comentários:

Pink World Fabuloutin disse...

E eu pensar q era o unico ser ao cimo da terra q não vê TV... tou a ponto de mandar cortar a tv cabo!!! :|

Isa disse...

jura que as pessoas dizem mal da popota nomeadamente que ela tem ar de pega de estrada? cara, achava que era só eu a odiá-la...