segunda-feira, 17 de outubro de 2011

No fim-de-semana a minha mãe decidiu ir aos antigos álbuns de família e escolher fotos para espalhar pela casa porque tem "saudades dos bebés" dela. Em local de destaque, em cima de um pequeno aparador da sala-de-estar, emoldurada em mogno, ficou a seguinte foto:

Sujeito: eu própria.
Ocasião: festa do meu segundo aniversário de vida.
Indumentária: saia azul escura de veludo, camisolão de lã cor-de-rosa; carinha rodeada por uma gola que termina num folho também em cor-de-rosa; collants de lã; sapatos ortopédicos; dois tótós no alto da cabeça feitos com uns elásticos com ursinhos.
Acessórios: chucha cor-de-rosa com corrente (estamos nos anos oitenta, aqui ninguém pensou que eu podia sufocar com aquilo à volta do pescoço); Nenuco nu e com a cara pintada de lápis de cera ao colo.
Acção: sentada no penico a fazer cocó.

Conclusão: a parentalidade é uma inimiga nata das noções mais basilares da estética. Ou como perceber o pertubador de registar um momento daqueles em película para toda a posterioridade?

4 comentários:

francisco disse...

A parentalidade é única, e sustentada em conceitos de estética a puxar ao sentimento e não à razão... :)

Isa disse...

Looooool, eu acho que isso é tortura psicológica :D

Sofia disse...

Ri-me tanto a imaginar-te a fazer cocó! :)

RBM disse...

heheheh eu ate divulgava a foto se não quisesse mais sair à rua.