terça-feira, 11 de outubro de 2011

Há uns dias para cá andava a ver se acabava o "Mulheres" do Charles Bukowski mas admito que a minha concentração tem sido escassa para grandes leituras. Tencionava hoje arrasar as quarenta páginas que me faltavam e de seguida ir bem disposta para a cama, com aquela sensação de dever bem cumprido. Neste livro, logo no início, uma namorada ensina à personagem principal a...como dizer isto sem parecer brejeira, sem corar e ferir susceptibilidades? A coiso e tal oralmente porque aparentemente ele não percebia lá muito daquilo. O resto da história descreve os envolvimentos esporádicos com muitas outras mulheres e sempre que há a consumação da paixão, não falha o cunnilingus. Ora eu não sou púdica, nem impressionável, nem daquelas miúdas que quando se fala de sexo dizem "aiii que nojooooo" mas hoje jantei tarde e aquilo já me estava a parecer um pouco javardo, a fazer-me confusão. Cheguei a um ponto em que tive de ser honesta com ele "Querido, eu até gosto de ti mas não tenho forças anímicas para mais um min*te. Só amor daqui para a frente e eu não te abandono, sim?". Leio mais três páginas, digo "belherque!", pouso o livrinho na minha mesa de cabeceira, inicio algo seguro, um Turguénev.

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