Hoje encontrei perto da minha casa uma gata a quem recentemente tinham cortado o rabo. Levámo-la ao veterinário e além da confirmação, que aquele tinha sido um acto de maldade - um corte que se apresentava direito à laia de tesourada - a médica descortinou-lhe outros ferimentos discretos que nos tinham passado despercebidos na escuridão da noite. Deixou-se tratar com uma entrega grata, interrompida por ums miados de dor não contida.
Agora descansa no ninho de mantas velhas. Quando fui há momentos, tapá-la e fazer-lhe festinhas na cabeça ainda tinha, apesar de tudo, confiança no ser humano para fechar os olhos azuis e começar ronronar.
1 comentário:
Pobre bichinha. Cada vez estou mais certa de que há muita gente que podia (e devia) ser substituida no mundo por animais e só ficávamos todos a ganhar.
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