terça-feira, 13 de setembro de 2011

Bom dia

Bom dia, o ....(inserir palavra acabada em "alho" que não vou escrever por ser muito feia). Consegui dormir cerca de duas horas. Às seis e pouco da manhã ainda estava despertadíssima como se tivesse estado a tomar shots de cafeína a noite inteira e em desespero de causa lá tive de recorrer à minha maleta mágica, à farmácia privativa que sempre me socorre em qualquer momento de crise existencial. Às oito e meia da manhã o despertador toca e eu estava deliciada a sonhar com póneis que voavam nas nuvens, com a crina em trança e gatos falantes que andavam direitos nas patas traseiras e usavam fatinhos de gente mas em miniatura. Grito primeiro "nãaaaaaaaaao" e depois "foda-se" furiosamente , quando as repetições do alarme não me deixem ser negligente e cismam em alertar-me para as responsabilidades da vida. Arrasto-me para o banho e fico em estado traumático durante sei lá quantos minutos, perdi a noção do tempo e do espaço. Enfiar o pé direito no sapato foi uma epopeia. Neste momento em que escrevo, bebo o meu terceiro café e sabe lá Deus quantos serão precisos mais para aguentar a porra deste dia - enfim, um mimo para a tensão arterial. No geral, pareço alguém que foi sujeita a uma lobotomia, o olhar vítreo a fixar um ponto no vazio, a compreensão tão lenta que nem podemos dizer que é compreensão, só me falta babar, mas antecipo que a seguir ao almoço quando bater a vontade de tirar uma sesta o ramalhete fica completo.

Estou muito bem disposta e nestes dias só posso ficar muito feliz por ser muito díficil arranjar uma arma em Portugal, sem ter que me dirigir a um bairro problemático sozinha onde aí sim, segundo uma reportagem da TVI, arranjava uma automática por 30 euros.

Sem comentários: