domingo, 25 de setembro de 2011

Atitude II

Nada melhor que umas tapinhas de realidade na cara para percebermos que se aceitamos a merda de vida que temos, se calhar, lá no fundo, acabamos a merecê-la. Eu bem me queixo, isso é das coisas que destacadamente faço bem numa panóplia esmagadora das que faço mal, mas a verdade é que fico sempre muito passiva - olhar para a minha vida é a mesma coisa do que mirar aquele quadro de Van Gogh onde os corvos assombram a seara; aparentemente tudo pacífico e porém, não conseguimos deixar de antecipar um mau prenúncio. Estou farta, mais do que farta, exausta. Decidi começar pelo óbvio que são as coisas que controlo e acabei de escrever a minha carta de demissão que vai amanhã para os Recursos Humanos da minha empresa. Aliviadíssima, inspiradíssima, ainda que, obviamente, fodidíssima. Mas siga, que estou cansada de ser a miserável de serviço.