quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Indicios que não sou boa pessoa

Ao serão gosto de ver o Biggest Loser (o americano, que a Sic Mulherio voltou  a passar agora que acabaram os bimbos lusitanos) enquanto como gelado directamente do pacote ou bebo coca-cola aos litros, acompanhada de um pacote de bolachas shortcake. Muitas vezes tive este ritual e sentia-me absolutamente miserável com a vida que tinha mas enquanto via os gordos a debaterem-se em tentações indecentes (comer ou não comer esta fatia de brigadeiro de 800 calorias), em desafios físicos auspiciosos (subirem montanhas ou descerem desfiladeiros enquanto gritam com medo que as cordas de segurança não aguentem com eles) e a chorarem nas pesagens porque depois de oito horas de exercício diárias e da porra da dieta Atkins perderam só dois quilos (nessa altura, e é por isso que aquilo está muito bem feito, fazem aquelas entrevistas pessoais onde eles revelam os traumas pessoais que os conduziu à obesidade e deixam escapar muitas vezes o mau carácter estatuído em intrigas dignas de uma corte palacian), sentia-me bem, pensava podia ter 140 quilos e afinal estava a enfardar aquilo  tudo e nem chegava aos 50. E ia dormir relaxada.

1 comentário:

Sara disse...

É porque partilhamos esses guity pleasures e essa satisfação mesquinha com a desgraça alheia, que as vezes suspeito que também não sou boa pessoa. Mas na realidade não sei se queria ser de outra maneira e é por isso que nos damos bem. :)