quinta-feira, 4 de agosto de 2011

É claro que eu devia ter presumido que o dia ia correr muito mal, quando tendo que acordar às sete da manhã, o Gato G. - de um ano, seis quilos e meio, cabeça redonda de foca num corpo de bisonte bebé - decidiu espezinhar-me a cara quinze minutos antes da hora prevista para o despertador tocar. Toda a gente sabe que os últimos minutos de sono são os mais preciosos, são o elo divino ao universo oniríco ao qual somos subtraídos nas dezasseis/dezassete horas seguintes e obviamente, fiquei zangada ao levar com patadas energéticas nos olhos. Chamei-lhe nomes, afugentei-o "vai embora, gato do demónio, desaparece daqui e volta só se tiveres um tabuleiro com o pequeno-almoço!". Ele saltou para o chão e oiço a porta do quarto a bater ao de leve, num indicativo que ele tinha saído do quarto. Na expectativa, fico na cama os doze minutos que me restam. Ele não volta e tive de ir tomar o pequeno-almoço ao café. Era tão óbvio que a partir daí, ia ser sempre a cair, porque teimo em ser optimista, não sei.

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