quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Björk tem um verso excelente que diz assim "I'm the tree that grows hearts, one for each that you take". Se alterássemos o tempo verbal para o passado tinhamos aqui uma metáfora perfeita do que foi a minha vida nos últimos três anos. Cheguei ao ponto exaustivo de dizer "acabou, a arvorezinha secou, morremos para a vida, toca a arranjar mais uns felinos e deixar que o cheirinho deles se entranhe nas roupas, podemos engordar dez quilos e não lavar o cabelo durante duas semanas, nada mais importa". E o tempo - esse curativo macaco que todos apregoam e só nós quando estamos bem na merda rejeitamos- passa e depois? E depois,  afinal percebemos que foi só uma má colheita, ainda continuam a brotar coraçõezinhos rosa-vivo nos arbustos (queria dizer nos ramos) e que não há problema nenhum que assim seja. Só tenho de ter mais cuidado com quem deixo que os venha colher. Parece obscenamente simples, certo?

1 comentário:

Piston disse...

Não é complicado compreender a teoria o lixado é sentir na prática.