segunda-feira, 18 de julho de 2011

Toda a gente sabe que não se pode confiar nas mulheres - não são os homens que se devem preocupar com elas, mas as outras mulheres, acho que isto já devia ser óbvio agora. As principais suspeitas devem recair essencialmente sobre aquelas mulheres que defendem uma espécie de irmandade, uma união no feminino sabe-se lá contra o quê, já que essas normalmente são as que andam mais desesperadas por homem. Os cuidados, dito típicos ou normais, a usar no quotidiano contra estas pessoas, deve ser redobrado nesta altura do ano, os saldos. Já tinha ouvido histórias, mas sempre classifiquei-as de mito urbano, uma vez que sendo eu o alvo perfeito dos saldos- aquela que não resiste em ir dar uma espreitadela dia sim, dia não, e acaba sempre a comprar alguma coisa porque é "baratinho", e que meses mais tarde encontra essa mesma peça ainda devidamente etiquetada refundida numa gaveta ou dentro de um saco - e nunca me tendo acontecido nada de estranho, não tinha razões para acreditar no poder enlouquecedor de roupa a preço rebaixados. Até hoje. Há cerca de uma hora atrás, estava eu na Benetton do Rossio, a ver a parte de cima de um bikini quando reparo que estou a ser observada por duas mulheres aos cochichos, uma com o mesmo modelo que eu nas mãos. Quando percebem que eu percebi que estavam a olhar para mim, uma dela, a descarada pergunta-me, com um ar descontraído e casual; "olhe desculpe lá, mas que número é que veste de soutien?". Achei a pergunta indiscreta e intíma, mas mesmo assim respondi. E ela,  "ah, mas isso é de certeza o XS, que está aqui, leve, experimente", diz armada em expert de mamas, enquanto se dá ao trabalho de estender-me o cabide com dois triângulos obscenamente pequenos para uma pessoa com um certo grau de pudor como eu. Desconfiada, lanço-lhe uma miradela não lésbica ao corpo e percebo que ela quer é o único tamanho S, que tenho em minha posse. Como não gosto de gente com este tipo de subterfúgios, entrei no jogo, aceitei o cabide e disse-lhe "obrigada, vou experimentar os dois, para ver qual fica melhor", ao que ela me responde com um aceno de cabeça e um sorriso. Sorrio de volta e vou para os provadores. Na volta, ela tinha mesmo razão, mas como me recuso a facilitar a vida a cabras que cobiçam o alheio, deixei o bikini desejado bem escondido no meio de umas toalhas de praia. Há outra Benetton na Rua Garret suba aquilo tudo se quiser, puta que a pariu, que até me meteu a falar mal.

3 comentários:

Isa disse...

LOOOOOOOOOOL, ADOREI :D
bjos

Sara disse...

Realmente não há pachorra para esse tipo de chica-esperta. Fizeste muito bem, que às vezes é preciso levar à letra a famosa máxima "para cabra, cabra e meia!".;)

RBM disse...

É hoje o bikini, amanhã o homem. Abusadoras.