quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vergonha na cara

Como sabia que não me ia cruzar com as mesmas pessoas, vesti o mesmo vestido dois dias seguidos. Não foi por aquele reflexo infantil de menina que se quer sentir especial na sua fatiota preferida; nem pela segurança que a peça de roupa certa traz, em alturas determinantes das exigências da nossa maturidade. Acordei tarde e já exausta mentalmente para me preocupar com o "que ia vestir" e aquilo estava ali à mão, em cima de uma cadeira, tal e qual como o tinha deixado na véspera. Mais do que a ideia de que agora estou a dar em porca, incomoda-me o facto de que mesmo assim me preocupe com as aparências.

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