terça-feira, 14 de junho de 2011

O sono dos (in)justos

Há uns tempos para cá,  voltei a sofrer de insónias. Nos últimos dois anos, mais ou menos, dormi religiosamente, apesar de não serem raras as vezes em que parecia que tinha o mundo a cair-me na cabeça. Independentemente das preocupações diurnas, às 23 horas andava a bocejar pela casa e morta para o exercício de qualquer actividade, pelo que me rendia a umas maravilhosas nove/dez horas de sono assustadoramente profundo. Agora, quando escrevo que tenho insónias não quero dizer que tenho uma dificuldade em adormecer que me faz ficar a ver televisão até mais tarde, mas sim que quando me for deitar daqui a pouco sei que  lá para as 5 da manhã irei estar com os olhos arregalados a contemplar os gatos fluorescentes que colei no tecto há uma década atrás. Antecipar isto é um pouco desesperante, para mais tenho um exame pela manhã, sinto-me mesmo cansada e o resultado que imagino que brotará disto tudo será qualquer coisa que se assemelha a isto. Existe aquele dizer popular, que não se traduz num brocardo específico mas tanto serve de conselho, desabafo ou vangloriação - que diz que no fim do dia, o que interessa é deitar a cabeça com a consciência limpa na almofada. Claro, como não pensei nisto antes? Há os químicos, mas um dia estes vão-se e então fica a consciência.

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