segunda-feira, 20 de junho de 2011

Na última semana levei com quatro mentiras de três pessoas diferentes. Se em alguns casos utilizei a minha argúcia para demonstrar que tinha percebido e denunciar o ridículo; noutros agi como se de um equívoco se tratasse; e ainda noutros fingi que tinha acreditado no que a pessoa me disse. Sempre achei que no dia em que tivesse a percepção que isto me tinha acontecido a minha reacção seria unitária - eu poderia ficar mais ou menos magoada dependendo do quão querida a pessoa me fosse - mas seria sempre algo inevitavelmente visceral e violento. A realidade foi diferente, tive aquela serenidade da surpresa que nos deixa imóveis, só depois senti alguma repulsa, que não durou muito porque se apaziguou num sincero lamento. Reparem, não pelo atestado de parvoíce que me tentaram passar, mas por aquele sentimento de vergonha alheia e essencialmente por eu própria não ter sido capaz de dizer "a sério, não faças isso."

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