segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lição II

Há uns bons tempos atrás li uma entrevista com a Dolly Parton onde ela afirmava que todos os dias se levantava duas horas antes do marido para se pôr nesta figura. Vocês riem-se mas o marido dela gosta e esse é o único ponto relevante para aqui. Isto é uma atitude que deve (eu sei que faz) confusão a muitas mulheres ditas actuais, que acham que um homem deve-nos amar no nosso melhor e nosso pior, e que agarrando-se a este dogma acham que faz parte de uma relação moderna a partilha da libertação de gases, arrotos e rapanços de perna com a porta da casa-de-banho aberta. Depois, essas mesmas mulheres, questionam-se do fim do romance, como se de um dos mistérios do universo se tratasse. É um facto - se ele amar, vai amar também com a ramela no canto olho - vai inevitavelmente. Por isso mesmo, porque sim, merece a preservação de um ideal que note-se, não está ultrapassado nem é sexista - é a essência própria do feminino que foi adorada durante séculos (vejam pintura, leiam bons livros, aquela gente era toda machista?) e que estupidamente grande parte das mulheres desdenha, porque no "feminism for dummies", emancipação e feminilidade não se devem conjugar.

Hoje em dia poucas mulheres sabem ser mulheres; porque se soubessem saberiam antecipar que a fantasia é das maiores dádivas que podem dar ao homem que dizem amar.

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