segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

No ginásio II


Eu desprezo o conceito de personal trainer. E desprezo-o porque a hora em que treino é uma hora também de meditação onde posso pensar à vontade nas minhas desgraças sem risco de ser interrompida. Também passo muito bem sem ter um sujeito a medir-me a largura da cintura e da anca semana sim, semana sime não teria um nem que tivesse dinheiro para o ter. Mas compreendo que haja gente que necessite desse acompanhamento, da motivação acrescida, dessa fiscalização para não acabar a pagar a quotização só para utilizar o banho turco. O que me surpreende é que alguém escolha um personal trainer que não está em forma. Há vários no meu ginásio, há um que até apelidei para mim própria de maminhas de banha porque...o nome diz tudo. Se a pessoa não consegue assegurar-se da sua própria forma como vai assegurar a de outrem? Pior. Quem vê o The Biggest Loser fica com a ideia que aquilo é tudo uma fantasia, não a parte dos concorrentes perderem  uma pessoa em peso, mas o simples facto de terem personal trainers assim.

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