segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

London Calling



Havia - acho que já não passa, admito a minha ignorância televisiva- aquele anúncio onde o Marco Paulo era confrontado com a sua versão pré-cancro. A ideia subjacente era que mudar era bom. Ainda António Variações cantado pelos Humanos convida a mudar de vida se não andarmos satisfeitos. Assim, de forma prosaica e simples, na reflexão do clássico mote "quem está mal, que se mude". Aparentemente tão positiva, a mudança pode não ser fácil. Porque estamos presos a uma realidade fictícia, a negação tornou-se a melhor amiga das horas que custam a passar. Porque mudar pode ser confundido com uma desistência e esta, esta é só para os fracos, nunca para nós. Porque mudar tem implicado um berro de "move on" e nós, por nós, nada tinha sido alterado. Mas mudar  é por vezes um imperativo categórico. Eu vou mudar porque quero e porque a isso fui obrigada mas independentemente disso hoje mudo-me para ali.

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